sexta-feira, 19 de julho de 2013
MINISTÉRIO PÚBLICO: CONFÚCIO SABIA DA OPERAÇÃO APOCALIPSE; “GUARDIÃO” PASSARÁ POR DEVASSA
Em Nota Oficial divulgada durante coletiva à imprensa, o Colégio de Procuradores do Ministério Público de Rondônia detalhou os procedimentos que tomou durante a Operação Apocalipse, desencadeada pela Polícia Civil no último dia 4 de julho, mas com ações desde 2012. Os procuradores apresentam várias considerações, questionam a ação do Poder Judiciário no caso, além das atividades da Polícia Civil. Na Nota, o Colégio de Procuradores deixa claro, que, completamente diferente do que afirmou o secretário de Segurança, Marcelo Bessa, o governador Confúcio Moura sabia sim da Operação e conversou abertamente com o Procurador-Geral de Justiça, Héverton Alves de Aguiar, em março desse ano sobre o assunto, dizendo que estaria “tranquilo porque o Ministério Público estaria atuando no caso”. Bessa garantiu que o governante fora informado somente no dia 4 de julho. A orquestração política da Operação sempre foi denunciada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Hermínio Coelho, o que foi categoricamente negada pelo Governo afirmando que somente a Polícia Civil tinha conhecimento
A manifestação do MP em coletiva em Nota Oficial aconteceu após questionamentos dos últimos dias, mas principalmente porque a juíza Sandra Silvestre, na motivação da decisão que manteve o afastamento dos cargos de deputados estaduais, utilizou uma conversa gravada no dia da Operação, entre o deputado Hermínio Coelho e Héverton Alves de Aguiar. “O Procurador tinha conhecimento da existência de investigações há mais de 6 meses e sempre preservou o necessário sigilo, inclusive no telefonema referido, o que não se pode afirmar do próprio escalão da Secretaria de Segurança e Defesa. É leviano tentar interligar como relação maliciosa o telefonema com o fato de que o Procurador de Justiça designado para oficiar no inquérito em segundo grau ter se posicionado, segundo seu livre convencimento motivado, pelo total indeferimento das medidas cautelares representadas pelo GCCO”.
A conversa entre Hermínio e o Procurador Heverton Alves Aguiar aconteceu na manhã do dia da Operação Apocalipse. O deputado liga de fora do Estado, querendo saber maiores informações sobre a ação policial e pergunta se Heverton sabia. Ele responde que nada sabe, que acompanhava o caso pela internet, “estaria indo ao Ministério Público para saber o que estava acontecendo” e sugeriu a Hermínio que retornasse para a Capital.
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