segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Escolas Estaduais de RO ficarão 24 horas sem vigilantes
A categoria dos vigilantes decidiram realizar nesta segunda-feira (05) uma paralisação de 24 horas em todo Estado, dos vigilantes que prestam serviços nas escolas estaduais, em protesto contra a decisão do governador Confúcio Moura de extinguir com os postos de trabalhos de vigilância, que serão substituídos por câmeras de monitoramento. A decisão do governador já foi oficialmente comunicada às empresas, através do Ofício Nº 3320/13-GAB/SEDUC, que informa que a partir do dia 31 de outubro próximo os contratos não serão mais renovados. Além disso, no DETRAN já estaria em andamento o mesmo procedimento, que poderá chegar à todas as secretarias do Estado. De imediato, serão 2.500 pais e mães de famílias jogadas no drama do desemprego.
Através do Ofício nº. 094/2013/CUT/RO, de 31/07/2013, a Central Única dos Trabalhadores e o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Vigilância (SINTESV) solicitam uma audiência com o governador Confúcio Moura para tentar encontrar alternativas para a dramática situação, que se torna mais grave pelo fato das empresas alegarem dificuldades até mesmo, para pagar as rescisões contratuais, devido a falta de revisão anual dos contratos e a atrasos de repasses por parte do governo. A decisão do governador atende, também, às pressões feitas pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermínio Coelho, que a pretexto de denunciar abusos nos contratos deu a desculpa para o governo em vez de revisar e sanar eventuais irregularidades, simplesmente extinguir o serviço.
O SINTESV considera a medida desumana, ao criar mais 2.500 desempregados, e irresponsável, já que o vigilante além da segurança patrimonial, inibe a ação de marginais nas escolas e em suas proximidades. Com essa decisão, a SEDUC já fez redução de 25% dos postos ou 625 vigilantes demitidos e o restante será sumariamente demitido em breve. O Sindicato, com apoio da CUT e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), pretende fazer uma grande campanha pública para denunciar a medida, que considera prejudicial para a comunidade escolar, já que a presença de um segurança armado inibe a violência; bem como, para a sociedade como um todo, pois serão mais milhares de desempregados para agravar os problemas sociais do nosso Estado.
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