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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Carente de investimentos em esporte e cultura, Rondônia corre o risco de perder recursos com o fim da Secel

Porto Velho, Rondônia - Se com a existência da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (Secel) a situação desses segmentos já é capenga, sem uma pasta específica a situação tende a piorar. É que boa parte dos repasses federais de recursos para a cultura, segundo ativistas que estavam nas galerias na Assembleia Legislativa , dependem do funcionamento de órgãos específicos para a sua liberação. Ou seja, como a Secel será extinta e vai virar um apêndice da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), recursos destinados pelo Ministério da Cultura correriam o risco de não mais serem recebidos por Rondônia. Embora seja um Estado com uma rica diversidade cultural, desde a cultura cabocla ribeirinha até outras manifestações culturais trazidas de outras regiões do país, Rondônia sempre sofreu com o descaso dos governantes com o setor. Basta ver como tem sido tratado com desprezo um dos maiores patrimônios históricos e culturais: a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. As manifestações culturais vão minguando com a falta de apoio, de um calendário e de políticas perenes. É o caso, por exemplo, do carnaval de rua de Porto Velho. A cada ano, blocos e escolas de samba precisam fazer um grande esforço para desfilarem nas ruas da capital. Arraial Flor do Maracujá capenga A maior festa folclórica de Rondônia e uma das maiores da região Norte, a Mostra de Quadrilhas e Bois-Bumbás do Arraial Flor do Maracujá, chegou a sua 32ª edição com cara de “fim de festa”. Mesmo com toda a participação popular e o envolvimento dos diretores de grupos folclóricos e o empenho dos brincantes, a festa perde a cada ano um pouco do brilho, por inúmeras razões. A primeira é a falta de comprometimento das autoridades com a cultura. Depois, vem a falta de recursos, de um calendário fixo, de um local específico, entre outro tantos. Neste ano, não fosse a perseverança de ativistas culturais e de dirigentes de agremiações e a garra dos brincantes, Porto Velho teria ficado sem a sua maior festa folclórica. A extinção da Secel vai ajudar na melhoria do Flor do Maracujá ou vai sepultá-lo de vez? Capital sem teatro Embora tenha sido uma promessa de campanha concluir as obras, o Governo ainda não conseguiu entregar o teatro estadual de Porto Velho. Somos a única capital sem um teatro público decente. E, pelo visto, ainda devemos continuar assim por alguns anos. Esporte também patina Porto Velho também não conta com estrutura pública para a prática esportiva. Até uma simples caminhada, precisa ser feita numa avenida escura, por falta de outro local. Os Centros de Desporte e Lazer (Cedel), estão abandonados. É verdade que o Governo melhorou o Deroche, no centro. E foi só. Sem estádio, jogos dos times de Porto Velho foram transferidos para Ariquemes. Isso porque o estádio Aluízio Ferreira ameaça ruir. Como se observa, trabalho para melhorar o setor de esporte e cultura não falta. Exatamente quando mais se precisa de investimentos, o Governo decidiu extinguir a Secel

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